Spondias spp. como repositórios naturais de parasitoides nativos de moscas-das-frutas no Crato e Barbalha, CE, Brasil

Francisco Roberto Azevedo, Elton Lucio Araujo, Itamizaele Silva Santos, Nayara Barbosa da Cruz Moreno, Maria Leidiane Lima Pereira, Raul Azevedo

Resumo


Algumas espécies de Spondias (Anacardiaceae) apresentam potencial para a exploração agroindustrial. Entretanto, seus frutos podem ser hospedeiros de Anastrepha obliqua (Macquart) (Diptera: Tephritidae), uma espécie de mosca-das-frutas com importância econômica. O objetivo deste trabalho foi avaliar a diversidade de espécies de moscas-das-frutas e seus parasitoides nativos em frutos de espécies de Spondias. Para isso foram coletados frutos de umbu (Spondias tuberosa L.), umbuquela (Spondias sp.), seriguela (Spondias purpurea L.), cajarana (Spondias sp.) e cajá (Spondias mombin L.), semanalmente, de fevereiro a maio de 2014, no Crato e Barbalha, CE. Os frutos foram levados ao Laboratório de Entomologia da Universidade Federal do Cariri, no Crato, CE, contabilizados, e depositados em um recipiente plástico com uma camada de 5 cm de vermiculita umedecida com água destilada e mantida molhada durante todo o período de observação. Após sete a dez dias, a vermiculita foi peneirada para obtenção dos pupários que foram contabilizados e colocados em placas de Petri, onde permaneceram até o surgimento dos adultos. Os adultos emergidos foram armazenados em álcool a 70% para a identificação das espécies. Foram obtidos 5.341 pupários de mosca-das-frutas coletados de 3.338 frutos. As espécies A. obliqua (N = 522) e Anastrepha zenildae Zucchi (n = 7) foram constatadas, com maior ocorrência nos meses de março e abril. Além das moscas-das-frutas, foram encontrados os himenópteros parasitoides Doryctobracon areolatus (Szépligeti) (78,53%), Asobara anastrephae (Muesebeck) (10,90%), Opius bellus (Gahan) (10,05%) e Utetes anastrephae (Viereck) (0,51%), todos Braconidae. Os maiores índices de infestação ocorreram nos meses de março e abril, sendo o fruto de cajá o mais infestado (2,17%) por moscas-das-frutas, sendo estas provenientes do cajá as mais parasitadas (62,25%). Portanto, março e abril são os meses de maior abundância e diversidade de espécies de moscas-das-frutas e seus parasitoides, sendo A. obliqua a mais abundante, bem como o parasitóide D. areolatus.


Palavras-chave


Controle biológico natural, Braconidae, Tephritidae, Fitossanidade.

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