Diuron + sulfentrazone pulverizados em pós-plantio de cana-de-açúcar em diferentes manejos químicos para controle de Ricinus communis L.

Vitor Simionato Bidóia, João Eduardo Brandão Boneti, Lucas Carvalho Cirilo, Samira Domingues Carlin, Carlos Alberto Mathias Azania

Resumo


A espécie Ricinus communis possui capacidade de germinar e transpor a cobertura de palha de cana-de-açúcar, mesmo com suas sementes localizadas a 20 cm de profundidade no solo. A resistência ao estresse hídrico, rápido crescimento e extração nutricional prejudicam o desenvolvimento da cultura. Quando adulta, ocorre a lignificação do caule o que também prejudica a operacionalidade da colheita mecânica. Objetivou-se estudar a eficácia de controle de R. communis em programas de manejo químicos aplicados antes e após o plantio da cana-de-açúcar, com os seguintes herbicidas (g i.a. ha-1): 2,4-D (1209), amicarbazone (1400), diuron + sulfentrazone (1750 + 875), sulfentrazone (1000) e amicarbazone + tebuthiuron (1050 + 1200). O experimento foi conduzido no Centro de Cana do Instituto Agronômico de Campinas, Ribeirão Preto, SP, em condições de campo. O delineamento experimental foi em blocos casualisados com três programas de manejo químico em quatro repetições. As parcelas foram constituídas por cinco linhas de cana-de-açúcar com 5 m de comprimento espaçadas de 1,5 m. As parcelas foram semeadas com a espécie de R. communis e os herbicidas foram manejados em pré-plantio incorporado (PPI), em pré-emergência da cultura e planta daninha (PRE) e pós-emergência tardia da cultura e planta daninha (PÓS), sendo eles: P1 - PRE (diuron + sulfentrazone); P2 - PPI (amicarbazone) + PRE (diuron + sulfentrazone ); P3 - PPI (sulfentrazone) + PRE (diuron + sulfentrazone ). Todos os programas foram complementados em PÓS com amicarbazone + tebuthiuron + 2,4-D. As aplicações em PPI foram realizadas 20 dias antes do plantio, em PRE logo após o plantio e em PÓS aos 84 dias após aplicação em PRE (DAPRE), ocasião do “quebra-lombo”. Avaliou-se a eficácia de controle (escala 0-100%) aos 30 e 360 DAPRE. Aos 30 DAPRE, P1 apresentou controle de 88,89%, P2 de 97,97% e P3 de 96,26%. Aos 360 DAPRE todos programas apresentaram controle de 100% da espécie.

Palavras-chave


pré-plantio incorporado, mamona, eficácia de controle, planta daninha, Saccharum spp.

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Referências


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