Disseminação da estria bacteriana do milho (Xanthomonas vasicola pv. vasculorum) no Paraná

Anderson Lemiska, Marlene Soranso, Neide Cristiane Carvali, Marcílio Martins Araújo, Paulo Roberto de Paula Brandão, Adriano Augusto de Paiva Custódio

Resumo


A invasão de uma nova praga em um sistema agrícola depende de sua introdução, estabelecimento, disseminação e do potencial de comprometer a estabilidade fitossanitária da cultura. Em junho de 2018, o Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR) notificou o Ministério da Agricultura sobre a ocorrência de foco da Estria Bacteriana do Milho no Município de Cafelândia-PR causando danos nas folhas da cultura. Após detecção oficial e com o objetivo de delimitar a disseminação da praga no Estado, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná coletou 32 amostras oficiais de folhas de milho distribuídas em 25 Municípios, as quais foram encaminhadas ao Centro de Diagnóstico Marcos Enrietti para detecção da Xanthomonas vasicola pv. vasculorum por meio do isolamento convencional e confirmação via análises moleculares. Constatou-se ausência da praga nos Municípios de Cambé, Guarapuava, Guaíra, Goioerê, Ivatuba, Londrina, Missal, Pato Branco, Quinta do Sol e Santa Tereza do Oeste, bem como, a presença da praga nos Municípios de Assis Chateaubriand, Corbélia, Entre Rios do Oeste, Francisco Beltrão, Marechal Cândido Rondon, Marialva,Nova Santa Rosa, Ouro Verde do Oeste, Pato Bragado, Quatro Pontes, São José das Palmeiras, Santa Helena,São Miguel do Iguaçu, Toledo e Vera Cruz do Oeste. Em geral, houve disseminação pontual dentro dos Municípios amostrados, com plantas de milho apresentando sintomas de média a baixa severidade nas folhas do terço médio e inferior do dossel da planta, no início do estádio reprodutivo e localizadas nas bordaduras das áreas coletadas, sugerindo que a praga encontra-se disseminada, porém, em baixa intensidade. O IAPAR registrou a presença da praga nos Municípios de Assaí, Cafelândia, Campo Mourão, Cascavel, Floresta, Londrina, Mandaguari, Nova Aurora, Palotina, Rolândia, Santa Tereza do Oeste, Sertanópolis e Ubiratã. Até o presente momento, a Estria Bacteriana do Milho encontra-se disseminada nas regiões Norte, Centro-Oeste e, principalmente, no Oeste Paranaense.

Palavras-chave


invasão de pragas, monitoramento, defesa agropecuária, controle oficial, fitossanidade.

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