Tolerância em variedades de milho crioulo a Diabrotica speciosa e relação com componentes da planta

Eduardo Neves Costa, Henrique Sardinha de Souza, Zulene Antônio Ribeiro, Durvalina Maria Mathias dos Santos, Arlindo Leal Boiça Júnior

Resumo


Diabrotica speciosa (Germar) (Coleoptera: Chrysomelidae) é nativa da América do Sul e causa perdas econômicas em várias culturas, incluindo milho. Prejuízos na produção do milho são causados devido ao ataque das larvas nas raízes das plantas. Por isso, encontrar fontes naturais de tolerância em genótipos de milho seria de grande importância para programas de melhoramento do milho e para o manejo integrado de pragas. Este estudo investigou a expressão de tolerância em variedades de milho crioulo ao ataque de larvas de D. speciosa e a correlacionou com o vigor da planta e compostos associados com a fisiologia da planta, quais sejam compostos fotossintéticos (clorofilas e carotenoides) e osmólitos compatíveis (glicina betaína e prolina). Seis genótipos de milho (cinco variedades crioulas e uma cultivar comercial) foram selecionados com base em seus níveis de antibiose à praga, determinados em seleção prévia, e a porcentagem de redução no crescimento da planta foi obtida como uma medida de tolerância. As plantas foram cultivadas em telado, em delineamento inteiramente casualizado, com seis tratamentos (genótipos) e 10 repetições. Este experimento foi repetido duas vezes. A variedade Azteca foi classificada como tolerante à alimentação de larvas de D. speciosa, possuindo menores reduções em matéria seca da planta a despeito de seu baixo vigor. Nesta variedade foram detectados os maiores teores de clorofilas e carotenoides, sugerindo uma correlação positiva entre tolerância a D. speciosa e maiores teores de pigmentos fotossintéticos. Os osmólitos compatíveis glicina betaína e prolina não parecem estar associados com a tolerância em variedades de milho crioulo à praga estudada. A variedade Azteca parece ser promissora para o melhoramento de plantas; porém, experimentos em campo são necessários para confirmar seu potencial para o manejo integrado de pragas.

Palavras-chave


Zea mays L., larva-alfinete, resistência de plantas, clorofila, carotenoides.

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