Tolerância do feijão-comum ao herbicida halosulfuron em pós-emergência

Patrícia Bortolanza Pereira, Michelangelo Muzell Trezzi, Fortunato De Bortoli Pagnoncelli Júnior, Lucas Vinicius Dallacorte, Matheus Viecelli

Resumo


O controle químico de plantas daninhas é o mais utilizado na cultura do feijão.  O herbicida halosulfuron, inibidor da enzima acetolactato sintase (ALS), foi registrado recentemente na cultura para o controle de plantas de soja voluntária.  O objetivo do trabalho foi avaliar a tolerância de genótipos de feijão-comum (Phaseolus vulgaris L.) ao herbicida halosulfuron em aplicação em pós-emergência. O experimento foi conduzido em vasos, em casa de vegetação da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Campus Pato Branco, no ano de 2018. O delineamento experimental foi o inteiramente casualizado, com três repetições, em um bifatorial 27x3, em que o primeiro fator foi constituído por 27 cultivares de feijão (ANFC9, ANFP 110, BRS Esplendor, BRS Esteio, BRS Radiante, IAC Harmonia, IAC Imperador, IAC Milênio, IAPAR 81, IPR 139, IPR Andorinha, IPR Campos Gerais, IPR Chopim, IPR Colibri, IPR El dourado, IPR Garça, IPR Gralha, IPR Graúna, IPR Juriti, IPR Maracanã, IPR Saracura, IPR Siriri,  IPR Tangará, IPR Tiziu, IPR Tuiuiú, IPR Uirapuru, Jalo Precoce) e o segundo fator por três doses do herbicida halosulfuron (0, 80 e 160 g ea ha-1). A aplicação ocorreu quando 50% ou mais das plantas alcançaram o estágio de desenvolvimento V3. Aos 7, 14, 21 e 28 dias após a aplicação foram determinadas a tolerância relativa e altura de planta. Os dados foram submetidos a análise de variância pelo teste F (p ≤ 0,05) e comparação de médias pelo teste de Scott-Knott (p ≤ 0,05). Aos 28 dias após a aplicação, as cultivares ANFC9 (95%), IAC Milênio (95%), IPR Gralha (95%) e IPR Tuiuiú (95%) apresentaram tolerância relativa superior ao herbicida halosulfuron. As cultivares BRS Radiante (75%) e IPR Garça (75%) foram mais sensíveis. Para altura de plantas, a cultivar ANFC9 (72,9 cm) foi superior as demais, sendo que a variação e associação com valores de tolerância relativa pode estar relacionada às características dos genótipos. Houve variabilidade de respostas entre as cultivares e a dose mais baixa do herbicida conferiu maior tolerância relativa.

Palavras-chave


Phaseolus vulgaris L., inibidores de ALS, seletividade, sulfonilureias.

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