Eficiência de acetamiprido + bifentrina para controle do pulgão-verde na cultura do tomate em Ponta Grossa - PR

Priscila Daniele Santos Silva, Eloir Moresco, Jeane Valim Galdino, Anderson Henrique Briega, Flávia Ferreira Megda, Florindo Orsi Junior

Resumo


O pulgão-verde Myzus persicae (Sulzer) é uma praga polífaga difundida em todo Brasil. A grande importância do pulgão na cultura do tomate (Lycopersicon esculentum Mill.) é devida sua capacidade de transmitir fitoviroses, como Potyvírus e Luteovírus, causadores do topo amarelo e do amarelo-baixeiro-do-tomateiro, respectivamente. Objetivou-se testar diferentes doses dos ingredientes ativos acetamiprido 25% + bifentrina 25% para o controle da praga no tomateiro. O experimento foi instalado na Chácara Cinto Verde em Ponta Grossa - PR, safra de 2018, na cultura do tomate. Os tratamentos foram acetamiprido + bifentrina nas doses 100, 150, 200 e 250 g pc ha-1; acetamiprido (200 g L-1) na dose 200 g pc ha-1 e testemunha, em duas aplicações foliares espaçadas de 7 dias; volume de calda de 500 L ha-1, utilizando pulverizador pressionado a CO2. As parcelas mediram de 1,2 m de comprimento por 1,0 m de largura, espaçamento de 1,0 m entrelinhas e 0,50 m entre plantas e população de 25.000 plantas ha-1. O delineamento experimental foi em blocos ao acaso com 4 repetições por tratamento. Avaliou-se fitotoxicidade (escala EWRC) dos produtos à cultura; produtividade do tomateiro em 1,0 m² por parcela (transformada em kg ha-1); número de pulgões M. persicae em 10 trifólios por parcela aos 1, 3, 5, 7 e 10 dias após cada aplicação. Calculou-se a eficiência em relação à testemunha (fórmula de Abbott) para a qual foi estabelecido um mínimo de 80%. A menor dose de acetamiprido + bifentrina não foi eficiente; a dose 150 g pc ha-1 foi eficiente com melhor desempenho após a segunda aplicação; as doses 200 e 250 g pc ha-1 foram eficientes em todas as avaliações e semelhantes ao acetamiprido. Os tratamentos não foram fitotóxicos ao tomateiro. Houve incremento produtivo nas parcelas tratadas com inseticidas em relação à testemunha. Conclui-se que acetamiprido + bifentrina nas doses 150, 200 e 250 g pc ha-1 apresentou controle eficaz sobre M. persicae por, no mínimo, 10 dias após a segunda aplicação.

Palavras-chave


Myzus persicae, controle químico, fitointoxicação, Lycopersicon esculentum, fitossanidade.

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