Estratégias de manejo integrado da ferrugem do trigo visando racionalização do uso de fungicidas

Marcela Borges Munhoz, Waldir Cintra de Jesus Junior, Flávio Sérgio Afférri

Resumo


A cultura do trigo é de grande importância para o Brasil e sua produtividade pode ser comprometida por diversos fatores, sendo que as doenças têm papel preponderante. Destaca-se a ferrugem (Puccinia triticina) como doença foliar, a qual pode comprometer a produção e a produtividade caso medidas adequadas de manejo não sejam implantadas. O manejo da doença é feito geralmente empregando-se fungicidas, cultivares com determinado nível de resistência à doença e práticas culturais. Entretanto, geralmente estratégias utilizadas isoladamente não apresentam efetividade no manejo. Deste modo, o objetivo do presente trabalho foi avaliar a viabilidade da combinação de manejo que inclui o silicato de potássio e fungicidas de maneira isolada ou associada a duas cultivares (com níveis diferentes de resistência à doença), em condição irrigada. Foram testadas 8 combinações de manejo, envolvendo resistência genética (LG ORO® e Touruk®), aplicação ou não de fungicida (triazol + estrobilurina), uso ou não de silício (na forma de silicato de potássio). Avaliou-se a intensidade da doença e dos componentes de crescimento das plantas semanalmente, iniciando-se após a aplicação dos tratamentos. Conclui-se que houve menor comprimento de colmo para as combinações de manejo envolvendo fungicida e maior comprimento do colmo quando o silício foi aplicado isoladamente. A severidade da ferrugem do trigo evidenciou interação significativa entre a cultivar e o manejo adotado, sendo que a cultivar LG ORO se apresentou superior a Touruk às combinações de manejo onde envolveu aplicação de fungicida de maneira isolada ou não.


Palavras-chave


controle químico, silício, resistência genética.

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