Controle de capim-amargoso com inibidores da ACCase em resposta à umidade do solo no momento da aplicação

Camila Naemi Takahashi, Ana Carla Kato Alves Rodrigues, Abilio Felipe Oliveira Lopes, João Paulo Sartori, Guilherme Mendes Pio de Oliveira, Giliardi Dalazen

Resumo


O sucesso no controle de plantas daninhas pode ser afetado por condições abióticas no momento da aplicação de herbicidas. A umidade do solo pode influenciar nos processos fisiológicos das plantas daninhas e na eficiência do controle. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da umidade do solo sobre a eficiência de inibidores da enzima Acetil-CoA carboxilase (ACCase) no controle de capim-amargoso (Digitaria insularis). O experimento foi conduzido em casa de vegetação na Universidade Estadual de Londrina-PR, em vasos de 5 litros com substrato composto por solo+areia na proporção 2:1, em delineamento inteiramente casualizado, com três repetições. Os tratamentos foram organizados em esquema fatorial (8x3). O fator A foi composto por períodos de restrição hídrica antes da aplicação dos herbicidas, sendo: zero, 2, 4, 6, 8, 10, 12, 14 dias, correspondendo à umidades volumétricas do solo no momento da aplicação equivalentes a 23,25; 17,04; 16,18; 11,77; 11,35; 9,13; 7,33; 6,84 % respectivamente. O fator B foi composto pelos herbicidas Select (240 g L-1 de clethodim), Panther (120 g L-1 de quizalofop-P-tefuril) e Kroll (240 g L-1 de clethodim + 120 g L-1 de quizalofop-P-tefuril), ambos aplicados na dose de 0,6 L ha-1, com adição de adjuvante (Lanzar 0,5% v/v). A aplicação foi realizada com pulverizador costal pressurizado à CO2, pressão de 30 psi e volume de calda de 120 L ha-1, em plantas com 4-5 perfilhos. As variáveis avaliadas foram o controle aos 14, 28 e 42 dias após a aplicação dos tratamentos, e a massa seca da parte aérea (MSPA). Os dados foram submetidos à ANOVA e a análise complementar realizada por ajuste de regressões. A eficiência de controle reduziu consideravelmente para ambos herbicidas a partir do quarto dia de restrição hídrica, quando a umidade do solo era igual a 16,18%. Quando realizada aplicação sem restrição hídrica o controle foi de aproximadamente 90% para todos herbicidas. Contudo, com 14 dias de restrição hídrica o controle caiu para 15% para o herbicida quizalofop-P-tefuril, e 29% para o herbicida clethodim+ quizalofop-P-tefuril. O herbicida clethodim apresentou maior tolerância à restrição hídrica, com 56,6% de controle com 14 dias de restrição hídrica. Portanto, para uma melhor eficiência no controle de capim-amargoso a umidade do solo no momento da aplicação deve ser (>16,18%) para que se tenha um controle satisfatório.


Palavras-chave


Digitaria insularis, restrição hídrica, controle químico, graminicidas.

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