Compatibilidade e estabilidade físico-químicas de associação de glifosato a adjuvantes

Eduardo de Souza dos Santos, Dieimisson Paulo Almeida, Marcelo da Costa Ferreira

Resumo


A adição de adjuvantes aos produtos fitossanitários em tanque de pulverização é comumente praticada pelos agricultores. Para verificar a interação do herbicida glifosato associado a adjuvantes, objetivou-se pesquisar as interações físico-química quanto à compatibilidade e estabilidade de caldas. Os experimentos foram conduzidos em delineamento inteiramente ao acaso com 3 repetições em um total de 19 tratamentos. Cada repetição foi composta por uma proveta de 250 mL contendo a calda. Os tratamentos se constituíram da aplicação de três sais de sal de amônio de glifosato (Round Ultra), sal de dimetilamina (Glizzmax Prime) e sal potássico (Zapp QI 620), na dosagem de 500 g ha-1 de equivalente ácido, isolado e em associação na calda com os adjuvantes: a mistura de lecitina e ácido propiônico (LI-700) a 178,2 e 356,4 g i.a. 100 L-1 de calda; o éster metílico de óleo de soja (Aureo) a 72 g i.a. 100 L-1 de calda; o óleo mineral (Nimbus) a 214 g i.a. 100 L-1 de calda e dos adjuvantes isolados. Os ensaios de compatibilidade e estabilidade físico-química das caldas foram realizados com base na metodologia descrita na ABNT-NBR 13875/2014. As caldas foram avaliadas visualmente pelo método estático. Os tratamentos com lecitina nas duas dosagens, e óleo mineral associados ao sal de amônio e potássico as 2, 6 e 24 horas após de preparo, resultaram em suspenção de óleo. Ocorreu redispersão dos produtos contidos em todas as caldas dos tratamentos. Sendo assim, sistemas de agitação de caldas eficientes nos tanques dos pulverizadores manterão a mistura uniforme durante a aplicação.


Palavras-chave


tecnologia de aplicação, associações, glifosato, adjuvantes.

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