Interferência de capim-amargoso e nível de dano econômico na soja

Natália Buttini Correa, Maikon Tiago Yamada Danilussi, Alfredo Junior Paiola Albrecht, Leandro Paiola Albrecht, Juliano Bortoluzzi Lorenzetti, Arthur Arrobas Martins Barroso

Resumo


Durante o desenvolvimento da cultura da soja existem diversas fontes de redução da produtividade, dentre elas há a presença de plantas daninhas que competem por recursos do ambiente com a soja. Contudo a tomada de decisão para controle das plantas daninhas depende de informações econômicas. Assim, este estudo teve por objetivo determinar a perda de produtividade da soja ocasionada por populações de Digitaria insularis e definir o nível de dano econômico (NDE). O ensaio foi conduzido em área comercial no ano agrícola de 2016/17, utilizou-se delineamento inteiramente casualizado com quatro repetições para cada tratamento (0, 1, 2, 4 e 8 plantas m-2). Após obtenção dos dados de perda de produtividade procedeu-se o ajuste por regressão não-linear por meio da equação da hipérbole não retangular e, em seguida, determinação do nível de dano econômico. No momento da colheita da soja as plantas de capim-amargoso se encontravam entouceiradas e em pleno florescimento. A redução de produtividade ocasionada por planta de capim-amargoso para este experimento foi de 26,45%. Os valores referentes ao nível de dano econômico variaram de 0,17 a 0,45 plantas m-2. Conforme houve aumento do valor pago por saca de soja ocasionando um produto de maior valor agregado, o valor de NDE diminuiu, assim como quando se utiliza uma forma de controle com menor custo. A determinação dos valores de NDE tem utilidade como informações de tomadas de decisão para controle de plantas daninhas evitando prejuízos aos agricultores.


Palavras-chave


matocompetição, Glycine max, produção, produtividade.

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