Redução da produtividade e nível de dano econômico de Digitaria insularis em soja

Maikon Tiago Yamada Danilussi, Alfredo Junior Paiola Albrecht, Leandro Paiola Albrecht, Juliano Bortoluzzi Lorenzetti, Felipe Eduardo Bauer, Arthur Arrobas Martins Barroso

Resumo


Devido a seleção de resistência ao herbicida glifosato o capim-amargoso passou a ter expressiva relevância em cultivos agrícolas, principalmente em lavouras de soja. A dificuldade de controle permitiu ao capim-amargoso se desenvolver durante o ciclo da soja e competir cada vez mais por nutrientes no ambiente. Este trabalho teve como objetivo aferir a perda de produtividade da soja ocasionada por populações de capim-amargoso e determinar o nível de dano econômico. Conduziu-se o experimento no ano agrícola de 2016/17 em área comercial, em delineamento inteiramente casualizado com quatro repetições, para cada tratamento (0, 1, 2, 4 e 8; plantas.m-2). No memento da colheita da soja as plantas daninhas de capim-amargoso estavam entouceiradas em florescimento. Após obtenção dos dados de perda de produtividade procedeu-se o ajuste por regressão não-linear por meio da equação da hipérbole não retangular e, em seguida, determinação do nível de dano econômico (NDE). A perda de produtividade ocasionada por planta de capim-amargoso sobre a soja foi de 22,98%, demonstrando alta capacidade competitiva desta planta daninha.  Os valores de NDE variaram de 0,20 a 0,54 plantas m-2 de capim-amargoso. Os níveis de dano econômico se mantiveram baixos considerando o alto custo de controle, pois a perda de produtividade ocasionada é alta. Portanto a tomada de decisão para controle do capim-amargoso deve ser realizada mesmo na presença de baixas populações.


Palavras-chave


interferência, matocompetição, Glycine max, produção.

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