Produtividade e controle da ferrugem da soja devido ao pH de caldas com fungicidas e adjuvantes

Pedro Henrique Urach Ferreira, Fabiano Griesang, Cícero Antônio Mariano Santos, Ana Beatriz Spadoni Dilena, Herbert Nacke, Marcelo da Costa Ferreira

Resumo


A eficácia de fungicidas é influenciada por características físico-químicas das caldas de pulverização, dentre elas o pH. A adição de adjuvantes ao tanque pode reduzir problemas causados por variações no pH aumentando ou diminuindo a eficácia do controle de patógenos. O presente trabalho avaliou o pH, a condutividade elétrica, a tensão superficial dinâmica e o ângulo de contato de 8 tratamentos com os fungicidas protioconazol + trifloxistrobina (70 + 60 g i.a. ha-1) em solução com os adjuvantes em diferentes dosagens, incluindo éster metílico de óleo de soja; nitrogênio (N) e pentóxido de fósforo (P2O5) + dispersante. Foram realizadas duas aplicações de cada tratamento em plantas de soja com pulverizador pressurizado por CO2 montado em quadriciclo, com volume de aplicação de 120 L ha-1, pressão de 300 kPa, velocidade de 3.3 m s-1 com a ponta TXR8003. Um tratamento sem a aplicação das soluções foi incluído no estudo. Avaliações de controle de ferrugem asiática (Phaskopsora pachyrhizi) aos 7, 14, 21, 28 e 35 dias após a primeira aplicação (DAPA) foram utilizadas para análise do efeito do pH no controle de ferrugem e comparação de controle e produtividade entre tratamentos. A produtividade de soja foi avaliada ao final do ciclo da cultura, para cada tratamento. Observou-se que o valor do pH das misturas em tanque não influenciou a produtividade de soja. O tratamento com fungicida e N e P2O5 + dispersante (0,10 + 0,05 v v-1) associado com éster metílico de óleo de soja apresentou a maior produtividade numérica, 4.500 kg ha-1, e pH de 4,8 enquanto que os tratamentos com fungicidas em mistura com N e P2O5 + dispersante (0,10 + 0,50 v v-1) e pH de 4,3 e testemunha tiveram as menores produtividades, 3.800 e 3.500 kg ha-1, respectivamente. A calda com o fungicida proticonazol + trifloxistrobina apresentou o maior valor de pH (7.5). A adição de todos os adjuvantes ao fungicida reduziu de forma significativa o valor do pH, com exceção da adição de éster metílico de óleo de soja (0,25 v v-1) com pH de 7,4. Os adjuvantes que mais reduziram o valor do pH foram N e P2O5 + dispersante (0,40 + 0,20 v v-1) com e sem a adição de éster metílico de óleo de soja (0,25 v v-1), ambos com pH de 2.5. Caldas apenas com fungicidas, com fungicidas e N e P2O5 a 0,1 e 0,4 v v-1 + dispersante a 0,05 e 0,20 v v-1, e testemunha apresentaram as maiores severidades de P. pachyrhizi nas folhas de soja.

Palavras-chave


Phaskopsora pachyrhizi, mistura, controle, foliar, doença.

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.