Seletividade de resíduos secos de seis óleos essenciais para adultos de Orius insidiosus (Hemiptera: Anthocoridae)

Bruna Caroline Durau, Mireli Trombin de Souza, Lucas Kussek Aguiar, Leticia Tamara Maleski, Micheli Trombin de Souza, Maria Aparecida Cassilha Zawadneak

Resumo


Percevejos do gênero Orius (Hemiptera: Anthocoridae) são usados com sucesso no controle biológico. Esses inimigos naturais são zoofitófagos e presas são o principal componente de suas dietas, mas a complementam com água e nutrientes obtidos de pólen e néctar. Aliado ao controle biológico, os óleos essenciais (OEs) surgem como alternativa no manejo de artrópodes, e sua associação com os predadores pode ser uma boa estratégia. Contudo, são escassos os estudos envolvendo os efeitos destes bioinseticidas à muitas espécies de organismos benéficos. Nesse sentido, avaliamos a seletividade dos resíduos secos de seis OEs quanto à toxicidade a Orius insidiosus (Say). Óleos essenciais de alecrim (Rosmarinus officinalis - quimiotipos cânfora, cineol e alfa-pineno), citronela (Cymbopogon winterianus) e hortelã (Mentha arvensis e Mentha piperita) foram pulverizados sobre flores de morangueiro ‘San Andreas’ acondicionadas em frasco com água. As concentrações utilizadas foram: 1,0; 1,5; 2,0; 2,5; 3,0; 3,5; 4,0; e 5,0%. Como controle positivo e negativo foram empregados Openeem Plus® (300 mL L-1) e acetona, respectivamente. As flores foram mantidas em temperatura ambiente (25±3 ºC), por 1 h, para secagem dos resíduos. Posteriormente, as flores foram introduzidas nas gaiolas (12 cm de altura × 10 cm de diâmetro) e realizadas as solturas de O. insidiosus. A mortalidade dos predadores foi avaliada diariamente, por sete dias. O delineamento foi inteiramente casualizado, com 48 tratamentos (OEs × concentrações) e cinco repetições, sendo a unidade experimental constituída por uma gaiola contendo uma flor e 10 adultos. Os OEs foram classificados de acordo com a metodologia proposta pela IOBC/WPRS. Todas as concentrações testadas de alecrim, citronela e hortelã foram consideradas inócuas (mortalidade <30%). Os OEs proporcionaram sobrevivência do predador de 84 a 100%. Em função da baixa toxicidade dos OEs testados, estes compostos têm potencial para programas de manejo visando a conservação do predador O. insidiosus.


Palavras-chave


inimigo natural, plantas inseticidas, alecrim, citronela, hortelã.

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