Óleos essenciais no controle da lagarta-da-coroa do morangueiro

Marina Mickosz Barbosa, Pedro José Pereira de Araújo, Jason Lee Furuie, Alessandra Benatto, Rubens Candido Zimmermann, Maria Aparecida Cassilha Zawadneak

Resumo


Entre as pragas-chave do morangueiro está a lagarta-da-coroa, Duponchelia fovealis Zeller (Lepidoptera: Crambidae). Para o seu controle inexistem inseticidas químicos registrados no Brasil. Nesse sentido, o uso de óleos essenciais (OEs) pode ser uma alternativa de controle para esse inseto. Nesta pesquisa, objetivamos avaliar a eficiência de óleos essenciais de lavanda (Lavanda angustifolia), gerânio (Geranium sp.), ylang ylang (Cananga odorata) e de sálvia (Salvia officinalis) no controle de D. fovealis. Lagartas de terceiro instar foram obtidas da criação do Laboratório de Entomologia Ângelo da Costa Lima, UFPR. No primeiro bioensaio foi avaliado o potencial inseticida dos OEs contra a praga. Os quatro OEs foram diluídos a 5% em acetona, a qual também foi usada como controle. Cada tratamento foi constituído por cinco repetições, e cada repetição foi constituída por oito lagartas de D. fovealis. Foram aplicados 200 μl dos tratamentos nas lagartas, as quais foram mantidas em recipientes de plástico contendo dieta artificial. Os tratamentos foram levados para capela por sete minutos para evaporação do solvente, e em seguida mantidos em sala climatizada (25 ± 2°C, 70 ± 10%, fotofase de 14h). A mortalidade foi observada diariamente, por sete dias. No segundo bioensaio estimou-se a concentração letal média (CL50) do O.E. de sálvia. Os tratamentos foram sete concentrações do OE: 5%; 3,15%; 1,95%; 1,2%; 0,75%; 0,5% e 0,3% diluídos em acetona, sendo a acetona o controle negativo. A metodologia de aplicação foi a mesma utilizada na primeira etapa, e a mortalidade foi avaliada após 24 e 48hs. Na primeira etapa o O.E. de sálvia apresentou mortalidade de 70% das lagartas, sendo superior aos O.E. de gerânio, lavanda e ylang ylang, cuja mortalidade foi de 18%, 2% e 12%, respectivamente. No segundo bioensaio, a CL 50 foi de 0.685%, variando de 0.335% a 1,0%, a 95,0% de confiabilidade. Conclui-se que o O.E. de sálvia apresenta ação inseticida contra D. fovealis.


Palavras-chave


inseticidas botânicos, óleos essenciais, Duponchelia fovealis; Fragaria x ananassa.

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