Toxidez de milho submetido a mistura de imidacloprido e beta-ciflutrina com nutriente mineral misto via foliar

Érica Coutinho David, Jehmison de Oliveira Barradas, Treyce Stephane Cristo Tavares, Francisco Ronaldo Cardoso da Silva, Lucicleia Lima Silva, Rafael Gomes Viana

Resumo


O ataque de pragas na cultura do milho (Zea mays L.) é uma das principais causas para a perda de plantas nos períodos iniciais de estabelecimento da cultura. Espécies como Helicoverpa zea, Dalbulus maidis, Acromyrmex spp, Diatraea saccharalis e Atarsocoris brachiariae são pragas associadas ao milho que tornam o milho inutilizável, causando prejuízos econômicos aos produtores. Misturas de inseticidas com nutrientes minerais podem ter efeitos positivos ao produtor quanto a economia na aplicação e suplementar nutrientes as plantas. A verificação de toxidez de defensivos em plantas pode ser realizada com grande acurácia e sensibilidade quando se utiliza os dados de trocas gasosas como parâmetros de avaliação. Objetivou-se com este trabalho avaliar a toxidez de milho via trocas gasosas submetido a mistura de imidacloprido e beta-ciflutrina com nutriente mineral misto via foliar. O experimento foi realizado em casa-de-vegetação, em delineamento inteiramente casualizado, com três tratamentos e cinco repetições. Utilizou-se vasos de 5 L, mantendo-se uma planta por vaso, após o estádio V2. No estádio V3 foi realizado a aplicação dos tratamentos: imidacloprido + beta-ciflutrina (100 g e 12,5 g de ingrediente ativo ha-1 respectivamente), fertilizante mineral misto Avant C3 (1 L ha-1), i imidacloprido + beta-ciflutrina + Avant C3 (100 g de ingrediente ativo ha-1 + 1 L ha-1) e testemunha sem aplicação. No estádio V8 as plantas foram submetidas a análise de trocas gasosas com o uso de um analisador de gás no infravermelho (LICOR LI-6400XT) em níveis constantes de luz (1500 μmol m-2 s-1) e CO2 (400 μmol) sendo quantificado: taxa de assimilação de CO2 (A), Transpiração (Trmmol) e Condutância estomática (gs). Foi avaliado percentual de fitotoxidez das plantas de acordo com avaliação visual de danos na parte aérea da planta. Os dados foram submetidos a análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro. Não houve diferença entre os tratamentos quanto aos parâmetros de trocas gasosas e não foi observado sintomas de toxidez nas plantas. Conclui-se que a aplicação em misturas apesar de não promover sintomas de toxidez pode ter efeito inibitório do inseticida na atividade do nutriente mineral misto, ou a planta necessitaria de maior tempo para o efeito benéfico do nutriente em mistura para proporcionar incremento nas trocas gasosas.


Palavras-chave


Zea mays, mistura em tanque, pragas, fertilizante, fitointoxicação.

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