Persistência de duas formulações de bioinseticida Bt e efeito na mortalidade de Spodoptera frugiperda

Joacir do Nascimento, Matheus Henrique Tozzi Guarita Borges, Kelly Cristina Gonçalves, Stéfane Cristina Quista Silva Faria, Cícero Antônio Mariano dos Santos, Ricardo Antônio Polanczyk

Resumo


A lagarta-do-cartucho, Spodoptera frugiperda é a principal praga em cultivos de milho. O uso de bioinseticidas à base de Bacillus thuringiensis (Bt) tem sido utilizado como uma alternativa no controle dessa praga. Apesar da baixa toxicidade desses produtos a insetos não alvo, alguns fatores ambientais podem reduzir a sua eficiência em campo. Nesse sentido, técnicas de encapsulamento têm sido utilizadas na formulação a. para aumentar a persistência desses bioinseticidas. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar a eficiência de duas formulações de Bt bioinseticida na mortalidade de S. frugiperda e sua persistência em campo. O experimento foi realizado em delineamento inteiramente casualisado com dois tratamentos, composto por [duas formulações de B. thuringiensis HD-1 (encapsulado e não encapsulado)] e quatro repetições (coleta de 10 folhas por unidade experimental formaram uma repetição). Cada unidade experimental foi constituída de 50 m2 com 300 plantas de milho. As coletas foram realizadas 12, 24, 36, 48, 60, 72, 84 e 96 horas após a aplicação. Em laboratório, para cada coleta foram retirados 2 discos foliares (3 cm de diâmetro) de cada folha e fornecidos para 20 lagartas de 2º instar de S. frugiperda. A avaliação da mortalidade foi realizada 7 dias após a aplicação. Os dados foram submetidos à análise de variância e modelos de regressão foram ajustados baseados na significância do teste F (P ≤ 0.05) e maior valor do coeficiente de determinação (R2). Não foi observada diferença entre as duas formulações testadas. Os resultados indicam que a formulação de encapsulamento utilizada para o isolado Bt HD-1 não interfere na persistência do bioinseticida em campo.


Palavras-chave


lagarta do cartucho do milho, Bacillus thuringiensis, entomopatógeno, controle microbiano.

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