Toxicidade aguda do herbicida sulfentrazone para plantas terrestres bioindicadoras

Tales Ribeiro da Silva, Karina Petri dos Santos, Luis Henrique de Oliveira Perez, Marcus Vinicius Souza Polastrini, Gabriel Foks Pekin, Claudinei da Cruz

Resumo


A utilização de herbicidas é importante na agricultura para controle de plantas daninhas. Estudos sobre a toxicidade são importantes para avaliar os efeitos deletérios dos produtos em plantas não alvos da aplicação e nas culturas subsequentes. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar a concentração letal 50% (CL50;14d) e sinais de fitotoxicidade (clorose/necrose) causados pelo herbicida sulfentrazone em plantas teste. Para tanto, foram semeados arroz (O. sativa), soja (G. max) e pepino (C. sativus) em bandejas de germinação contendo substrato orgânico. Após o crescimento de duas folhas verdadeiras, duas plantas de cada espécie foram transplantadas para recipientes plásticos contendo 300 g de areia e transferidos para sala de bioensaio com temperatura de 27,0±2,0 ºC e fotoperíodo de 12 horas. As concentrações utilizadas foram 0,1; 1,0; 3,5; 11,2; 36,5; 118,0 mg L-1 para arroz e soja e 0,01; 0,07; 3,5; 5,0 mg L-1 para o pepino e um controle com cinco repetições, em delineamento inteiramente casualizado. A cada 24h as unidades experimentais foram irrigadas com 30mL de água. As avaliações de mortalidade das plantas e porcentagem de sinais de fitotoxicidade (clorose/necrose) foram realizadas em 14 dias após aplicação (DAA), após a secagem das plantas foi aferida a massa seca. A CL50;14d foi de 1,67 mg L-1 com limite superior (L.S) 3,61 mg L-1  e inferior (L.I) 1,67 mg L-1 para o arroz, de 1,16 mg L-1 com L.S 1,96 mg L-1 e L.I 0,69 mg L-1 para soja e de 0,24 mg L-1 com L.S 0,32 e L.I 0,19 mg L-1 para pepino, as concentrações que apresentaram maiores sinais de fitotoxicidade (clorose/necrose) para arroz, soja e pepino respectivamente foram: 11,5; 36,5 e 0,7 mg L-1  Concluiu-se que, o sulfentrazone é considerado muito tóxico para as plantas O. sativa e G. Max, e extremamente tóxico para C. sativus.

Palavras-chave


fitotoxicidade, bioensaio, modelo biológico, ecotoxicologia.

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