Interferência do herbicida atrazine nas proporções corpóreas do inimigo natural Doru luteipes

Vinícius de Paula da Silva Barros, José Mendes dos Santos Júnior, Claubert Wagner Guimarães de Menezes, Eliane Souza Gomes Brito

Resumo


O milho (Zea mays) compreende uma das mais relevantes culturas dentro do agronegócio brasileiro. Contudo, sua produção é prejudicada pela praga Spodoptera frugiperda, bem como por plantas daninhas. A solução respectiva está na utilização da tesourinha-do-milho (Doru luteipes), predador com grande potencial, e de herbicidas (majoritariamente, o atrazine) que podem afetar à população desse inimigo natural. Objetivou-se avaliar a interferência do herbicida atrazine na espessura do tórax e no peso de D. luteipes. Para isso, insetos padronizados quanto à idade foram separados em copinhos plásticos de 100 mL, com dieta artificial. Realizou-se o monitoramento da alteração do terceiro ínstar para o quarto, a fim de submeter os insetos ao experimento de biotoxicidade com o atrazine atanor SC50 na taxa de aplicação de 300 L/ha, 48 horas após, no qual se fundamentou em sete tratamentos, sendo: T1 – água destilada, dose comercial do produto nas concentrações, T2 – ¼ , T3 – ½ , T4 – 1x, T5 – 2x, T6 – 4x e T7 – 8x. Dois dias após a mudança para a fase adulta, avaliou-se a espessura do tórax e o peso dos insetos tratados. Os dados foram submetidos aos testes ANOVA e Tukey. Observou-se menor espessura torácica, de maneira significativa (p<0.05), em insetos tratados com as doses de herbicida (≅1.94 mm) em comparação à testemunha (≅2.09 mm). O peso dos insetos tratados com o atrazine apresentou-se maior significativamente (p<0.05), sobretudo quanto à maior dose (0.056 g). Conclui-se que a aplicação do herbicida atrazine interfere na espessura torácica, bem como no peso do inimigo natural.

Palavras-chave


biotoxicidade, espessura torácica, peso, predador.

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