Ovos de Diatraea saccharalis tratados com produtos químico e biológico afetam o parasitismo e a longevidade de Trichogramma galloi?

Amanda Cristiane Queiroz Pereira, Lauany Cavalcante dos Santos, Dagmara Gomes Ramalho, Paula Sayuri Taguti, Josy Aparecida dos Santos Costa, Sergio Antonio De Bortoli

Resumo


Trichogramma galloi Zucchi, 1988 (Hymenoptera: Trichogrammatidae) é um parasitoide de ovos de Diatraea saccharalis (Fabricius, 1794) (Lepidoptera: Crambidae), com uso crescente nos canaviais brasileiros, podendo os inseticidas utilizados para o controle dos insetos-praga que ocorrem na cana-de-açúcar afetar o desempenho desse parasitoide. O objetivo do trabalho foi verificar se há influência no parasitismo e na longevidade de T. galloi em ovos de D. saccharalis tratados com Dipel® (Bacillus thuringiensis) (T1) e Altacor (clorantraniliprole) (T2). Os bioensaios foram conduzidos em condições de laboratório (temperatura = 25 ± 2°C, umidade relativa = 70 ± 10% e fotofase = 12:12 horas de luz e escuro). Para os testes foram determinadas, em lagartas de 2o ínstar de D. saccharalis, a concentração letal 50 (CL50), obtendo-se 6,4x10-5 g e 4,0x10-3 g para (T1) e (T2). Posturas recém colocadas, com menos de 24 horas, cerca de 50 ovos/repetição, foram imersas por 10 segundos nas caldas dos produtos acrescidas de 0,05% de Tween 20®, sendo o controle imerso em água acrescida de Tween 20® a 0,05%. Foram utilizadas 30 repetições por tratamento. Após secas na temperatura ambiente, essas posturas foram oferecidas para fêmeas de T. galloi, com idade inferior a 24 horas, por um período de 24 horas para o parasitismo. Posteriormente as fêmeas foram individualizadas para avaliação da longevidade e as posturas armazenadas para confirmação e avaliação do parasitismo. O número médio de ovos parasitados no controle foi maior, cerca de 50%, seguido do T1 (40%), enquanto no T2 foi de 30%. As fêmeas em contato com as posturas viveram 13 dias no T1, 13,5 dias no T2 e 12,5 dias no controle, sendo esses valores não diferentes entre si. O parasitismo de T. galloi não é influenciado quando há aplicação de T1, e a longevidade foi semelhante quando em contato com os inseticidas. Novos estudos são necessários para saber se não há influência dos produtos em outros aspectos biológicos do parasitoide.


Palavras-chave


controle biológico, cana-de-açúcar, Bacillus thuringiensis, diamidas antranílicas.

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