Mortalidade de Helicoverpa armigera em função da exposição à luz ultravioleta e da adição de adjuvantes à calda de Bacillus thuringiensis

Ana Beatriz Dilena Spadoni, Leonardo de Freitas Zechin, Cícero Antônio Mariano dos Santos, Marcelo da Costa Ferreira

Resumo


Helicoverpa armigera (Lepidoptera: Noctuidae) é considerada uma praga importante no algodoeiro (Gossypium hirsutum L.) devido a severidade dos seus danos. O controle biológico vem crescendo exponencialmente, porem está sujeito à diversos fatores bióticos e abióticos que prejudicam a eficiência da aplicação. Dentre os fatores abióticos, a radiação ultravioleta ocasiona degradação de moléculas de inseticidas biológicos, ainda são escassos estudos relacionados a ação da radiação ultravioleta na persistência de produtos biológicos e mortalidade de H. armigera. O presente trabalho objetivou avaliar a mortalidade de H. armigera mediante uso de Bt bioinseticida associado a adjuvantes aplicados em mudas de algodoeiro submetidas a radiação ultravioleta. Bt bioinseticida (27,5 bilhões esporos/grama) associada a adjuvantes (lecitina+ácido propiônico a 0,25% v/v; organo siliconado a 0,10% v/v; óleo mineral a 0,50% v/v; e óleo vegetal 0,50% v/v) aplicados em mudas de algodoeiro submetidas a radiação ultravioleta artificial. Os experimentos foram conduzidos em laboratório, com 20 vasos contendo duas plantas cada um. A pulverização foi realizada com pontas de jato plano TT11002, a 7 km/h com pressão constante de 4 bar proporcionando volume de 150 L ha-1. Uma hora após a aplicação das caldas, 10 vasos foram destinados à uma sala com ausência de luz e outros 10 vasos para uma sala com incidência de luz UV, proporcionada por lâmpadas de luz ultravioleta de onda longa (UV-A) 100w - 110v. Uma, 6, 24, 48 e 72 horas após a aplicação, discos foliares de 2 cm de diâmetro foram retirados e servidos para lagartas de 2° instar de H. armígera para efeito de mortalidade. Plantas que receberam radiação UV apresentaram valores inferiores de controle quando comparadas as plantas que não receberam UV, com exceção dos tratamentos Bt + óleo vegetal, com 100% de mortalidade e o Bt + lecitinacom 90% de mortalidade, indicando que esses produtos promovem proteção aos esporos contra raios UV.


Palavras-chave


algodoeiro, Bt bioinseticida, mistura em tanque, viabilidade de esporos.

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