Efeito da palhada sobre o controle de plantas daninhas

Rafael Pires da Silva, Lucas Tadeu Furquim, Bruna Ferrari Schedenffeldt, Cauê Costa Lima, Paulo Henrrique Vieira dos Santos, Patrícia Andrea Monqueiro

Resumo


O objetivo deste trabalho foi avaliar os efeitos da palhada de Pennisetum americanum, Merremia aterrima, Crotalaria juncea, Zea mays, Glycine max e Sorghum bicolor sobre a emergência e a biomassa seca da parte aérea das espécies de daninhas Uruchloa decumbens, Conyza bonarienses, Cyperus rotundus, Panicum maximum e Digitaria insularis e verificar a decomposição da palhada das plantas de cobertura. O trabalho foi separado em dois experimentos, o primeiro foi conduzido em campo com esquema de parcelas subdivididas. Cada unidade experimental corresponde a um canteiro de 25 metros de comprimento por 1 metro de largura. Em cada canteiro foi semeado as diferentes culturas de cobertura com 4 repetições. A taxa de decomposição dos resíduos culturais foi analisada pelo método das bolsas de decomposição (BD) avaliado em quatro épocas: 0, 7, 14 e 21 DAC (dias após a colocação das BD em cada parcela). No segundo experimento conduzido em estufa o delineamento experimental utilizado foi o de blocos ao acaso com fatorial 5 x 6, sendo cinco daninhas utilizadas e seis espécies de cobertura mais a testemunha, com quatro repetições. As avaliações de porcentagem de emergência das plantas daninhas foram feitas aos 10, 20 e 30 dias após o plantio (DAP). Na última avaliação as plantas daninhas foram cortadas e a biomassa seca da parte aérea foi avaliada. Os dados de ambas as etapas do projeto passaram por análise de variância com teste Tukey a 5% de probabilidade. Como resultados para a primeira etapa foi possível notar que todas as palhadas tiveram redução do seu peso inicial em torno de 75% na terceira avaliação (14 DAC) com posterior estabilização na última avaliação. No segundo experimento o resultado de melhor controle foi encontrado para C. bonarienses em todas as palhadas utilizadas e P. maximum com a palha de M. aterrima e S. bicolor, já para as demais daninhas o controle começou a ser insatisfatório a partir da segunda avaliação, independente da espécie de cobertura. Conclui-se que o método de controle cultural foi eficiente no inicio das avaliações para todas as daninhas, porém as porcentagens de controle vêm decrescendo com o passar das avaliações, devido a taxa de decomposição da palhada utilizada.


Palavras-chave


controle cultural, palhada, plantas infestantes, taxa de decomposição.

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