Escala diagramática e progresso temporal da mancha foliar de Marssonina em macieira como base para avaliação da doença no campo

Camilla Castellar, Rafaele Regina Moreira, Felipe Jauch, Henrique da Silva Silveira Duarte, Louise Larissa May de Mio

Resumo


A mancha foliar de Marssonina (MFM) é um problema fitossanitário com crescente importância em macieiras. Estudos ainda são escassos e futuras pesquisas no campo da epidemia e manejo da doença são necessárias. Para que estas pesquisas garantam conclusões corretas e recomendações eficientes, a quantificação da doença é de primária importância. Assim, os objetivos do trabalho foram propor uma escala diagramática para a MFM e avaliar o progresso temporal da doença por dois métodos de avaliação para fornecer bases para quantificação da MFM no campo. A escala diagramática foi estruturada com base no padrão de folhas sintomáticas do campo. Após o desenvolvimento da doença, 12 avaliadores atribuíram valores de severidade de amostras com e sem o uso da escala. Parâmetros estatísticos relativos a acurácia, precisão e reprodutibilidade foram obtidos com as estimativas. O progresso temporal da MFM foi avaliado em folhas velhas e novas de ramos-do-ano selecionados e em folhas de amostragens destrutivas oriundas de diferentes porções da copa. Variáveis epidemiológicas foram calculadas e parâmetros foram estimados pelo modelo exponencial para descrever a epidemia e comparar a doença em folhas velhas e novas e alturas da copa. A escala foi estruturada com 10 diagramas com níveis de severidade que variaram de 0,2% a 96%. Os parâmetros relativos a precisão, acurácia e reprodutibilidade das estimativas foram melhorados quando a escala foi utilizada. Nas avaliações do progresso temporal em amostragens destrutivas, uma redução de 7% de severidade ocorreu entre fevereiro e março devido à queda de folhas. Nestas avaliações, as severidades médias entre alturas da copa foram diferentes. Folhas novas permaneceram durante mais tempo no ramo e tiveram maior quantidade de doença final. Com base nos resultados, amostragens destrutivas não são recomendadas para quantificação do progresso temporal e a padronização de altura é fundamental para que os dados sejam representativos.


Palavras-chave


Marssonina mali, Malus domestica, epidemiologia.

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