Influência das velocidades de vento do sistema de assistência de ar e tamanho de gotas na cobertura e depósito de fungicidas em soja

Bruno Oliveira Liberato, Cicero Antônio Mariano dos Santos, Fabiano Griesang, Ana Beatriz Dilena Spadoni, Pedro Henrique Urach Ferreira, Marcelo da Costa Ferreira

Resumo


A infecção de fungos fitopatogênicos como o da ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi) na cultura da soja é favorecida pelo microclima favorável que o denso enfolhamento da cultura propicia no terço inferior do dossel.  A pulverização de fungicidas com barra à cerca de 50 cm do topo do dossel da cultura é a forma mais empregada para o controle da doença. Porém, a densa camada de folhas do topo da cultura dificulta a passagem das gotas para o baixeiro. Visando aumentar a penetração das gotas através da camada de folhas do estrato superior da cultura, são empregadas tecnologias como a assistência de ar na barra de pulverização. Assim, objetivou-se avaliar o efeito de diferentes velocidades de vento proporcionado pelo sistema de assistência de ar e o tamanho de gotas na cobertura e depósito de fungicidas em soja. O pulverizador se deslocou à velocidade de 9,1 km h-1, equipado com os modelos de pontas XR 11002 e TT11002, operados na pressão de 400 kPa, resultando em volume de 170 L ha-1.  As velocidades de vento na saída da barra de pulverização foram de 0; 8; 16 e 24 km h-1. A cobertura foi avaliada por meio de papéis hidrossensiveis e o depósito por meio da coleta de folhas e posterior leitura em espectrofotômetro. Para comparação dos tratamentos nas variáveis cobertura e depósito, as médias foram comparadas com o teste de Tukey a 5% de probabilidade. Não houve diferença entre pontas. Houve maior depósito na velocidade de assistência de ar a 24 km h-1, no terço inferior para ambas as pontas avaliadas, para o terço superior a TT11002 não apresentou diferenças estatísticas porém a XR11002 se diferenciou nos tratamentos de 0 e 16 km h-1 onde o melhor depósito ocorreu em 0 km h-1, para o terço médio não houve diferença estatística nos tratamentos. Já para a cobertura, no terço inferior independentemente da intensidade de assistência de ar  utilizada não houve diferença estatísticas, para o terço médio das plantas de soja, a ponta XR11002 apresentou cobertura significativa na assistência de ar de 24 km h-1 (21,9%), enquanto a menor cobertura foi observada na assistência de 16 km h-1  (6,6%) e no terço superior ocorreu diferença significativa entre as velocidades de vento proporcionadas pelo vortex nas duas pontas utilizadas, a maior cobertura para a ponta XR11002 em 0 km h-1 (66,2%) similar a 24 km h-1 (51,8%). Para o modelo TT11002 a melhor cobertura foi na velocidade de assistência de ar de 24 km h-1 (45,5%).

Palavras-chave


caldas fitossanitárias, cobertura, tecnologia de aplicação.

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