Efeito do momento e número de aplicações de fungicida para o controle do mofo-branco na cultura da soja

Débora Fonseca Chagas, Carlos André Schipanski, Emerson Ruppel Clazer, Flávio Lopes

Resumo


O mofo-branco (Sclerotinia sclerotiorum) é uma doença agressiva à cultura da soja, podendo ocasionar reduções significativas na produção. Dentre as estratégias de manejo da doença, o controle químico está presente na maioria das áreas com histórico da doença no centro-sul do Paraná. A aplicação de fungicidas previne a infecção pelo patógeno, reduzindo a intensidade da doença na parte área, no entanto não é totalmente efetivo. A maior dificuldade é coincidir a aplicação no período de maior vulnerabilidade da soja, ou seja, no início do florescimento. Desse modo, foram objetivos do trabalho avaliar o número e o melhor momento de aplicação para o controle do mofo branco na cultura da soja. O experimento foi conduzido na safra de 2018/19, na estação experimental G12 AGRO em Guarapuava/PR, utilizando o delineamento experimental blocos ao acaso, com quatro repetições e parcelas de cinco linhas de 5 m de comprimento. As aplicações foram realizadas com pulverizador costal pressurizado com CO2 e volume de calda de 150 L ha-1. Os tratamentos constituíram-se de T1: testemunha (sem fungicida); T2: 4 aplicações de fungicida (boscalida + dimoxistrobina 200+200 g ha-1) com início em R1 e a cada 7 dias após a primeira aplicação (DAA); T3: 1 aplicação em R1; T4: 1 aplicação aos 7 dias após R1; T5: 1 aplicação aos 14 dias após R1; T6: 1 aplicação aos 21 dias após R1; T7: 2 aplicações, em R1 e aos 7 DAA; T8: 2 aplicações, em R1 e aos 14 DAA; T9: 2 aplicações, em R1 e aos 21 DAA; T10: 2 aplicações, aos 7 e 14 dias após R1; T11: 2 aplicações, aos 7 e 21 dias após R1; T12: 2 aplicações, aos 14 e 21 dias após R1. Foram avaliados a incidência, o índice de severidade da doença e a produtividade. Conclui-se que a melhor estratégia foi o manejo de 2 aplicações de fungicida com início em R1 e após 7 dias da primeira aplicação. Mais estudos são necessários a fim de verificar até quando é possível estender o intervalo de reaplicação.

Palavras-chave


controle químico, podridão de esclerotinia, Glycine max, fitossanidade.

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