Diversidade e abundância da entomofauna edáfica no horto de plantas medicinais e aromáticas da UFRA, Belém – PA

Rafhael Gomes de Souza, Lizandra Maria Maciel Siqueira, Alex Felix Dias, Evellyn Garcia Brito, Kaio Martins de Oliveira, Telma Fátima Vieira Batista

Resumo


O Estado do Pará destaca-se na tradição do uso de plantas medicinais e aromáticas, gerando interesse socioeconômico para a população local e turistas. Banhos de ervas, remédios fitoterápicos, misturas aromáticas e repelentes naturais são algumas formas de uso. Ainda que possuam ação repelente, as plantas medicinais e aromáticas acabam fornecendo abrigo e alimento para insetos-praga. Em vista disso, objetivou-se prospectar a entomofauna edáfica em um horto de plantas medicinais e aromáticas da Universidade Federal Rural da Amazônia – UFRA, Belém-PA, por meio da diversidade de famílias. As coletas foram realizadas através de 15 armadilhas tipo pitfall distribuídas aleatoriamente, sendo cinco na área de plantio das plantas medicinais e aromáticas, cinco em uma área aberta (ao lado do plantio) e cinco na bordadura da floresta secundária, durante três dias. As armadilhas foram encaminhadas ao Laboratório de Entomologia da Universidade Federal Rural da Amazônia. Após quantificação e identificação taxonômica dos insetos coletados, foi realizada análise estatística através do software ANAFAU. Foram encontrados 2.808 indivíduos, distribuídos em sete ordens e 31 famílias, sendo as ordens Coleoptera, Hymenoptera e Orthoptera as mais significativas, destacando-se as famílias Staphylinidae, Gryllidae e Formicidae como mais abundantes. A área aberta apresentou maior riqueza de famílias (4.4197) e maior número de indivíduos (1651), enquanto a maior diversidade (H = 2.4256) e a equitabilidade (E = 0.8392) foi na área de floresta secundária. Conclui-se que o cultivo de plantas medicinais e aromáticas podem alterar a entomofauna local devido a função de repelência aos indivíduos. Tendo em vista maior diversidade na área de mata, com presença de espécies fitófagas e que danificam raízes, é importante manter o controle fitossanitário através de práticas alternativas, como a utilização de inseticidas naturais à base de plantas, calda de esterco, plantas iscas e companheiras.

Palavras-chave


biodiversidade, insetos, pitfall.

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