Efeito da temperatura de calda de herbicidas no controle de capim-amargoso

Nagilla Moraes Ribeiro, Yanna Karoline Santos da Costa, Gabriela Yuri Inaba da Silva, Leonardo Bianco de Carvalho

Resumo


O controle químico do capim-amargoso acontece durante todo o ano e pode estar sujeito à ação das condições climáticas, sendo assim a temperatura de calda pode variar. O objetivo foi testar a influência da temperatura da calda de herbicidas pós-emergentes na eficácia de controle para Digitaria insularis. Para tal foi realizado um experimento em casa de vegetação, em delineamento experimental inteiramente casualizado, para os herbicidas carfentrazone-ethyl (50 g i.a. ha-1 de + 0,5% de óleo mineral), chlorimuron-ethyl (20 g i.a. ha-1), clethodim (0,145 g i.a. ha-1) e haloxyfop-p-methyl (0,06 g e.a. ha-1) em três variações de temperaturas de calda (10, 25 e 40 °C), mais a testemunha, sem aplicação de herbicida. A aplicação foi realizada no estágio de pós-emergência inicial. Foram realizadas avaliações de porcentagem de controle aos 1, 2, 3,4,5,6,7, 10, 15 e 20 dias após aplicação (DAA) e aos 20 DAA foram determinadas a área foliar, matéria fresca e matéria seca da parte aérea. A temperatura de calda do clethodim não influenciou na eficácia da D. insularis.  Temperaturas da calda de 25 e 40 °C permitem controle total de D. insularis com o uso dos herbicidas clethodim e haloxyfop-p-methyl. A temperatura de calda afeta a eficácia dos herbicidas carfentrazone-ethyl, chlorimuron-ethyl e haloxyfop-o-methyl, usados em pós-emergência inicial para controle de capim-amargoso. A ação dos herbicidas é potencializada com o uso de caldas com temperatura próxima a 40 °C, não sendo recomendada a aplicação de herbicidas com caldas abaixo de 25 °C, principalmente para herbicidas não específicos.

Palavras-chave


Digitaria insularis, pós-emergente, fitossanidade.

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