Culturas com Suporte Fitossanitário Insuficiente – CSFI: Perspectivas dos profissionais

Hugo Reis Vidal

Resumo


CULTURA com SUPORTE FITOSSANITÁRIO INSUFICIENTE, termo de uma longa espera. 

Em 2002, foram dados os primeiros passos a fim de se tornar o RECEITUARIO AGRONOMICO menos hipócrita;

Já 2008 no mês de junho foi realizada CONSULTA PUBLICA sobre as LMR de diversas culturas.

Finalmente em 2010 foi publicada em fevereiro a INC 01/2010. Gerou uma movimentação de técnicos e produtores com uma expectativa quase histórica no setor HF, o mais atingido por falta de uma normativa que tirasse da marginalidade as culturas das pequenas frutas e produtos da agricultura familiar tradicional. 

Essa normativa, nasceu travada, chegando a provocar um certo desanimo do setor quanto ao futuro frente as cobranças da sociedade e da mídia por alimento seguro, uma forma de forçar um sistema de cultivo ideológico em que os produtores não estavam preparados e a renda per capita da média da população, não era condizente com os produtos oferecidos e ainda não é. 

Após muitas reivindicações em 2014 – Com a edição corrigida da INC 01 /2014 houve um novo impulso geral, um avanço sem precedentes, com diversos produtos liberados para tratar as doenças e pragas das plantas órfãs do sistema produtivo brasileiro. 

A liberação e a forma de registrar os Produtos biológicos, Predadores e Parasitoides, (chamados inimigos naturais) antes seguiam o mesmo o protocolo de registro que os produtos agroquímicos; tornando essa operação praticamente inviável e o desinteresse dos fabricantes. 

Após 05 anos, apesar de vários produtos, Biológicos e Agroquímicos já registrados para CSFI, vemos que ainda há muito a ser feito, mesmo com essa evolução temos muitas plantas órfãs. 

O Paraná tem sido protagonista nas demandas e comunicação com Produtores – Eng. Agrônomos, Ministério Agricultura e Industria, Muitos estados ainda se quer tomaram conhecimento dessa importante ferramenta, que ajuda os pequeno agricultor, produtor de hortaliças e frutas, que segundo pesquisas recentes são responsáveis por 70% do alimento que vai a nossa mesa diariamente e serão alvo, a partir desse mês de agosto, da Fiscalização relacionado a Rastreabilidade dos produtos “In Naturas”.

Precisamos do apoio dos profissionais do campo, Associações de produtores e Associações de profissionais das ciências agrarias, Cooperativas, e das universidades. Com o empenho da classe profissional envolvida, distribuídos em todo país, levantando regionalmente as Culturas com Suportes Fitossanitários Insuficiente, encaminhando suas demandas, vamos galgar novas conquistas. 

- Maior números de culturas registradas, além das constantes nos Grupos de Culturas hoje estabelecidas registrando se por Famílias Botânica e pela Forma de consumo; e maior número de produtos registrados para combater seus diferentes problemas

- Produtos registrados para tratar o alvo – a praga ou a doenças, independente da cultura em que ela ocorra, destacando aos profissionais que recomendam as devidas carências pré colheitas. Como já está feito hoje para os produtos utilizados na produção orgânica. Indispensável nesse caso do apoio da Industria, para realizem o registro temporário do produto até que ocorra a extrapolação da LMR 

Neste quesito fomos atendidos no último dia 24/07/2019, quando a Anvisa Aprovou o novo marco Regulatório para registro de produtos fitossanitários, Defensivos ou Agrotóxicos e será adotado a análise de risco para os novos registros como já são utilizados em mais de 50 países. O que vai beneficiar todo setor do agronegócio – ficando claro que Agronegócio e todo setor produtivo agro, independentemente do tamanho- do produtor até a indústria. 

Todo esse empenho, pensando nos consumidores em geral, tem a finalidade de se produzir alimentos mais seguros, com mais qualidade e mais quantidade, proteger a saúde e a rentabilidade do agricultar, buscando um padrão de uma certificação de qualidade de toda propriedade, como no caso do sistema de PRODUCAO INTEGADA - PI.

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